Live·quarta-feira, 22 de julho de 2026

Crescimento do BPC é um desafio para as contas públicas, afirma economista

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) teve um aumento significativo nos últimos anos, representando um desafio para o equilíbrio das contas públicas brasileiras. A economista Rafaela Vitória destaca a falta de controle sobre o crescimento desse benefício e seus impactos na previdência.

JJoilson··1 min de leitura·3 views
Crescimento do BPC é um desafio para as contas públicas, afirma economista

Crescimento do BPC é um desafio para as contas públicas

Nos últimos quatro anos, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) cresceu entre 60% e 70% em termos reais, tornando-se um dos principais desafios para as contas públicas do Brasil. A análise foi feita pela economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, que apresentou dados de um relatório do Ministério do Planejamento e Orçamento e do Ministério da Fazenda. O BPC, que representa R$ 14 bilhões, e os R$ 11,5 bilhões em benefícios previdenciários foram destacados como despesas que impactam negativamente o orçamento.

Rafaela Vitória observa que o BPC cresce cerca de 15% ao ano, um ritmo que supera a arrecadação e compromete as previsões orçamentárias futuras. Ela aponta que a estrutura do benefício, destinado a idosos sem renda, cria um desincentivo à contribuição previdenciária, o que pode prejudicar os efeitos da reforma da Previdência.

A economista também comentou sobre os novos programas anunciados pelo governo federal, que utilizam fundos e subsídios, evitando um impacto direto nas contas públicas. Contudo, ela alerta que a criação de programas fora das regras fiscais pode comprometer a credibilidade do ajuste fiscal, desancorando as expectativas de inflação e elevando a taxa de juros dos títulos emitidos pelo Tesouro.

Vitória enfatiza que, apesar da necessidade de um ajuste fiscal gradual, o governo não avançou nesse sentido nos últimos quatro anos. Para que o Brasil consiga transitar de um déficit de 0,5% a 0,7% para um superávit de 1% a 1,5%, seria necessário um ajuste de pelo menos dois pontos percentuais do PIB.


Fonte original: CNN Brasil

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